O Hamas já desistiu faz tempo.
E ,agora, a OLP, o movimento laico e moderado, que vinha confiando na “mudança” da nova diplomacia americana, parece estar a fim de ir pelo mesmo caminho.
Mahmoud Abbas, seu chefe e presidente da Autoridade Palestina, entidade que dispõe de poderes administrativos limitados sobre parte da Cisjordania, ameaçou encerrar o processo de paz iniciado em 1993.
Motivos não faltam.
O primeiro-ministro Nethanyu já deixou mais do que claro que não pretende devolver os territórios ocupados por assentamentos judaicos, nem consentir na existência de um estado palestino soberano, na integral acepção da palavra.
Depois de exigir que Nethanyu interrompesse as novas construções na Cisjordania como pré-condição para se reiniciarem as conversações de paz com os árabes, Obama voltou atrás. Hillary Clinton, sua Secretária de Estado, liberou o premier israelense a continuar construindo.
O governo israelense desenvolve um programa acelerado de desapropriação e derrubada de casas árabes em Jerusalém Oriental, onde elas são maioria, para judaizar essa área e tornar definitiva sua integração no estado de Israel. Apesar da ONU considerar ilegal, Obama jamais se manifestou contra.
Recentemente, o governo Obana aliou-se a Israel para rejeitar o relatório Goldstone que condenava os crimes de guerra israelenses no ataque a Gaza. Chegou a pressionar Mahamud Abbas para que retirasse o apoio ao relatório na Comissão de Direitos Humanos da ONU.
Há quem ache que a ameaça de desistir de negociar a paz seria uma tática da OLP para forçar Obama a sair de sua atitude passiva e falar duro com Nethanyu.
Acredito que pode ser verdade. Só duvido que dê certo. Tudo indica que Obama não tem força ou coragem para enfrentar os lobbies israelo-americanos, a maioria do Senado, da Câmera de Representantes, da mídia e do pessoal do Pentágono, que são 100% pró-Telaviv.
E não abrem.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
JAPONESES CONTRA BASE AMERICANA
Em 12 de novembro, o presidente Obama vai ao Japão em visita oficial.
Problemas o esperam.
O governo americano estuda remover sua grande base localizada em Ginowan, capital de Okinawa, para uma região mais afastada da ilha.
Sucede que a população local quer o fechamento da base e a saída dos 47 mil militares americanos lá estacionados.
Pesquisa do jornal Mainichi revelou que esta é a vontade de 70% dos okinawenses. Yoshi Iha ,o prefeito de Ginowan está com eles :”O futuro de Okinawa deve ser decidido por nós, o povo. Não podemos deixar os americanos decidirem por nós.” Por sua vez, o primeiro-ministro Hatoyama, eleito em agosto com promessas de tornar as relações do seu país com os EUA “mais iguais”, já se definira pelo fim da base americana. E, na semana passada, esta posição recebeu o apoio entusiástico de 21 mil pessoas em manifestação realizada em Ginowan.
Só que os EUA não estão nem um pouco dispostos a aceitar esta reivindicação. Consideram a base de Okinawa de importância crucial para manter em respeito a sempre ameaçadora Coréia do Norte e a China, adversária cada vez maior pela hegemonia da Ásia. Os opositores japoneses retrucam que a base é útil para os EUA mas não para o Japão. Pelo contrário, em caso de problemas dos americanos com aquelas potências, poderia atrair ataques chineses ou norte-coreanos ao território japonês, coisa que nunca aconteceria se ela não existisse.
O Secretário da Defesa, Robert Gates, numa atitude até mesmo imperial, conclamou os japoneses a aprovarem a remoção da base de Ginowan para uma área mais isolada da ilha ANTES de Obama chegar ao Japão.
Aposto que não será desta vez que os japoneses dirão “não” à Casa Branca. Mas o problema vai provocar ruído, o que tornará mais possível uma negativa num próximo conflito de interesses entre os dois povos.
Problemas o esperam.
O governo americano estuda remover sua grande base localizada em Ginowan, capital de Okinawa, para uma região mais afastada da ilha.
Sucede que a população local quer o fechamento da base e a saída dos 47 mil militares americanos lá estacionados.
Pesquisa do jornal Mainichi revelou que esta é a vontade de 70% dos okinawenses. Yoshi Iha ,o prefeito de Ginowan está com eles :”O futuro de Okinawa deve ser decidido por nós, o povo. Não podemos deixar os americanos decidirem por nós.” Por sua vez, o primeiro-ministro Hatoyama, eleito em agosto com promessas de tornar as relações do seu país com os EUA “mais iguais”, já se definira pelo fim da base americana. E, na semana passada, esta posição recebeu o apoio entusiástico de 21 mil pessoas em manifestação realizada em Ginowan.
Só que os EUA não estão nem um pouco dispostos a aceitar esta reivindicação. Consideram a base de Okinawa de importância crucial para manter em respeito a sempre ameaçadora Coréia do Norte e a China, adversária cada vez maior pela hegemonia da Ásia. Os opositores japoneses retrucam que a base é útil para os EUA mas não para o Japão. Pelo contrário, em caso de problemas dos americanos com aquelas potências, poderia atrair ataques chineses ou norte-coreanos ao território japonês, coisa que nunca aconteceria se ela não existisse.
O Secretário da Defesa, Robert Gates, numa atitude até mesmo imperial, conclamou os japoneses a aprovarem a remoção da base de Ginowan para uma área mais isolada da ilha ANTES de Obama chegar ao Japão.
Aposto que não será desta vez que os japoneses dirão “não” à Casa Branca. Mas o problema vai provocar ruído, o que tornará mais possível uma negativa num próximo conflito de interesses entre os dois povos.
sábado, 7 de novembro de 2009
CÃMERA DOS REPRESENTANTES DOS EUA REPUDIA O RELATÓRIO GOLDSTONE
A Câmara dos Representantes (equivale à nossa Câmara Federal) dos EUA condenou o relatório Goldstone- referente à investigação da ONU sobre a guerra de Gaza- por 344 a 36 votos.
Taxou-o de parcial, com viés anti-Israel e “indigno de qualquer consideração”. Como se sabe, o relatório Goldstone acusou Israel e o Hamas – Israel muito mais – por crimes de guerra e contra a humanidade.
Aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, vai agora à Assembléia Geral da entidade quando se discutirá sua proposta de solicitar a Israel e ao Hamas que realizem investigações sérias (devidamente monitoradas) para se apurar culpas e culpados.
Israel fez de tudo para bloquear o relatório, contando com o apoio dos EUA, cuja embaixadora na ONU, Susan Rice, acusou-o de conter muitos erros, além de ser tendencioso, apesar do presidente da comissão de investigação, o juiz sul-africano judeu, Goldstone, ser sionista e figura altamente experiente e respeitada internacionalmente.
Embora com reservas, França, Inglaterra e Alemanha, tradicionais aliados dos EUA, conclamaram Israel a realizar as investigações propostas.
No entanto, a força do lobby israelense nos meios políticos dos EUA é tão poderosa que os deputados americanos não concordam com essa medida que resolveria a questão de forma indubitável. Sustentam que as conclusões do relatório Goldstone não tem credibilidade e que, portanto, quaisquer investigações suscitadas por elas são descabidas.
Se Obama ceder e os EUA, tanto na Assembléia Geral quanto no Conselho de Segurança da ONU, obedecerem às imposições da Câmara dos Representantes, a credibilidade do presidente ficará totalmente comprometida diante dos países árabes. E as alentadoras idéias do discurso de Obama no Cairo ficarão apenas como ‘words, words, words.”
Taxou-o de parcial, com viés anti-Israel e “indigno de qualquer consideração”. Como se sabe, o relatório Goldstone acusou Israel e o Hamas – Israel muito mais – por crimes de guerra e contra a humanidade.
Aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da ONU, vai agora à Assembléia Geral da entidade quando se discutirá sua proposta de solicitar a Israel e ao Hamas que realizem investigações sérias (devidamente monitoradas) para se apurar culpas e culpados.
Israel fez de tudo para bloquear o relatório, contando com o apoio dos EUA, cuja embaixadora na ONU, Susan Rice, acusou-o de conter muitos erros, além de ser tendencioso, apesar do presidente da comissão de investigação, o juiz sul-africano judeu, Goldstone, ser sionista e figura altamente experiente e respeitada internacionalmente.
Embora com reservas, França, Inglaterra e Alemanha, tradicionais aliados dos EUA, conclamaram Israel a realizar as investigações propostas.
No entanto, a força do lobby israelense nos meios políticos dos EUA é tão poderosa que os deputados americanos não concordam com essa medida que resolveria a questão de forma indubitável. Sustentam que as conclusões do relatório Goldstone não tem credibilidade e que, portanto, quaisquer investigações suscitadas por elas são descabidas.
Se Obama ceder e os EUA, tanto na Assembléia Geral quanto no Conselho de Segurança da ONU, obedecerem às imposições da Câmara dos Representantes, a credibilidade do presidente ficará totalmente comprometida diante dos países árabes. E as alentadoras idéias do discurso de Obama no Cairo ficarão apenas como ‘words, words, words.”
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
PROVADO: NOVA USINA DO IRÃ TEM USO PACÍFICO
O presidente Barack Obama denunciou Quds como sendo uma usina secreta do Irã, provavelmente parte de um programa de armas nucleares.
Agências de inteligência ocidentais informaram que ali se testara avançados engenhos dessa sinistra categoria.
E o major general Yadlin, do exército israelense, garantiu que a usina “não poderia ter nenhuma utilização civil.”
Todos estavam errados.
Quds, que não era secreta pois sua existência já havia sido prèviamente comunicada pelo governo de Teerã à IAEA(Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU), foi minuciosamente investigada pelos inspetores da agência. E a conclusão, reportada por El Baradei (presidente da IAEA): a usina “não representa nenhuma preocupação”. Seu uso pacífico estava comprovado. Fora construída com o propósito de garantir a continuidade do programa nuclear do Irã no caso de Natanz, a principal usina do país, ser bombardeada por Israel ou pelos EUA.
Os objetivos bélicos nucleares só existiam na retórica de israelenses e americanos, a qual serviu para assustar a opinião pública do país de Tio Sam. E motivou os resultados das últimas pesquisas sobre a forma de tratar o Irã, amplamente favoráveis ao bombardeio, caso a diplomacia não fizesse Ahmadinejad ceder.
Agências de inteligência ocidentais informaram que ali se testara avançados engenhos dessa sinistra categoria.
E o major general Yadlin, do exército israelense, garantiu que a usina “não poderia ter nenhuma utilização civil.”
Todos estavam errados.
Quds, que não era secreta pois sua existência já havia sido prèviamente comunicada pelo governo de Teerã à IAEA(Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU), foi minuciosamente investigada pelos inspetores da agência. E a conclusão, reportada por El Baradei (presidente da IAEA): a usina “não representa nenhuma preocupação”. Seu uso pacífico estava comprovado. Fora construída com o propósito de garantir a continuidade do programa nuclear do Irã no caso de Natanz, a principal usina do país, ser bombardeada por Israel ou pelos EUA.
Os objetivos bélicos nucleares só existiam na retórica de israelenses e americanos, a qual serviu para assustar a opinião pública do país de Tio Sam. E motivou os resultados das últimas pesquisas sobre a forma de tratar o Irã, amplamente favoráveis ao bombardeio, caso a diplomacia não fizesse Ahmadinejad ceder.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
CONSUMMATUM EST
"¿Está de acuerdo que en las elecciones generales de 2009 se instale una cuarta urna en la cual el pueblo decida la convocatoria a una asamblea nacional constituyente? = Sí…….ó………..No"
Este era o texto da cédula do referendo que causou o “impeachment” do presidente Zelaya. Por acaso, há aí qualquer menção à possibilidade dele ser reeleito?
Pelo que está escrito, o povo decidiria se nas próximas eleições do mês que vem, haveria uma urna para se votar pró ou contra a convocação de uma assembléia constituinte.
No entanto, a Justiça e o Congresso hondurenhos enxergaram de outro modo. Segundo eleso que se propunha era um segundo mandato para Zelaya, o que seria proibido pela Constituição e legalizaria o afastamento “manu militari” do presidente.,
O presidente Obama e a secretária Hillary condenaram a defenestração do presidente mas tomaram cuidado em jamais usar o termo “golpe militar”. Se tivessem usado, de acordo com as leis dos EUA, teriam de cortar toda ajuda e relações, inclusive comerciais, com Honduras. O que seria desastroso para os golpistas.
E isso, eles não queriam.
Seus objetivos eram bem outros..
De um lado, marcar nova uma imagem democrática e respeitadora do direito internacional para os EUA de Obama.
De outro, manter o governo golpista durante o tempo necessário para garantir a vitória de um candidato à presidência apoiado pela elite local e seus seguidores, os militares –tradicionais aliados da Casa Branca. Com ele no poder, Honduras acabaria abandonando a Alba e não se pensaria mais em nova Constituição – que eram, na verdade, os principais demônios a serem exorcizados.
De fato, a saída da ALBA enfraqueceria o incômodo Chavez. E a Constituição que Zelaya pretendia – com reformas sociais, econômicas e políticas, favoreceria as classes pobres e cortaria as azas dos grandes proprietários e das empresas americanas, como aconteceu na Bolívia, Venezuela e Equador, recentemente.
Tudo funcionou com precisão.
O governo Obama insistiu em soluções diplomáticas, limitando-se a efetuar algumas sanções cosméticas que, é claro, não comoveram os golpistas hondurenhos.
Finalmente, há 1 mês e pouco das eleições, Washington falou grosso e os golpistas acabaram aceitando a volta de Zelaya. Mas sob condições.
Zelaya teria de aceitar que sua volta fosse aprovada por um dos poderes locais. O presidente topou, escolhendo o Congresso.
E caiu na armadilha.
Em caso de rejeição, sua causa ficaria consideravelmente enfraquecida. Talvez em definitivo.
Sendo aprovado, problema nenhum para Obama e seus aliados da direita hondurenha pois não haveria tempo hábil para Zelaya influir na campanha eleitoral, viabilizando uma candidatura forte, de um seguidos de suas idéias. Ainda mais por que teria de carregar o ônus de um “governo de unidade” (outra condição do “acordo”), recheado de adversários que não o deixariam em paz.
Assim está terminando mais um triste episódio da História da América Latina, com a vitória de Barack Obama. Em toda a linha. Conseguiu o resultado político que almejava e saiu com uma imagem irretocável.
Vale lembrar o que Evo Morales disse há alguns meses atrás. Obama e Bush seriam iguais nas suas relações com a América Latina. A diferença estaria nos métodos.
Na ocasião, achei exagerado.
Agora, não sei, não.
Este era o texto da cédula do referendo que causou o “impeachment” do presidente Zelaya. Por acaso, há aí qualquer menção à possibilidade dele ser reeleito?
Pelo que está escrito, o povo decidiria se nas próximas eleições do mês que vem, haveria uma urna para se votar pró ou contra a convocação de uma assembléia constituinte.
No entanto, a Justiça e o Congresso hondurenhos enxergaram de outro modo. Segundo eleso que se propunha era um segundo mandato para Zelaya, o que seria proibido pela Constituição e legalizaria o afastamento “manu militari” do presidente.,
O presidente Obama e a secretária Hillary condenaram a defenestração do presidente mas tomaram cuidado em jamais usar o termo “golpe militar”. Se tivessem usado, de acordo com as leis dos EUA, teriam de cortar toda ajuda e relações, inclusive comerciais, com Honduras. O que seria desastroso para os golpistas.
E isso, eles não queriam.
Seus objetivos eram bem outros..
De um lado, marcar nova uma imagem democrática e respeitadora do direito internacional para os EUA de Obama.
De outro, manter o governo golpista durante o tempo necessário para garantir a vitória de um candidato à presidência apoiado pela elite local e seus seguidores, os militares –tradicionais aliados da Casa Branca. Com ele no poder, Honduras acabaria abandonando a Alba e não se pensaria mais em nova Constituição – que eram, na verdade, os principais demônios a serem exorcizados.
De fato, a saída da ALBA enfraqueceria o incômodo Chavez. E a Constituição que Zelaya pretendia – com reformas sociais, econômicas e políticas, favoreceria as classes pobres e cortaria as azas dos grandes proprietários e das empresas americanas, como aconteceu na Bolívia, Venezuela e Equador, recentemente.
Tudo funcionou com precisão.
O governo Obama insistiu em soluções diplomáticas, limitando-se a efetuar algumas sanções cosméticas que, é claro, não comoveram os golpistas hondurenhos.
Finalmente, há 1 mês e pouco das eleições, Washington falou grosso e os golpistas acabaram aceitando a volta de Zelaya. Mas sob condições.
Zelaya teria de aceitar que sua volta fosse aprovada por um dos poderes locais. O presidente topou, escolhendo o Congresso.
E caiu na armadilha.
Em caso de rejeição, sua causa ficaria consideravelmente enfraquecida. Talvez em definitivo.
Sendo aprovado, problema nenhum para Obama e seus aliados da direita hondurenha pois não haveria tempo hábil para Zelaya influir na campanha eleitoral, viabilizando uma candidatura forte, de um seguidos de suas idéias. Ainda mais por que teria de carregar o ônus de um “governo de unidade” (outra condição do “acordo”), recheado de adversários que não o deixariam em paz.
Assim está terminando mais um triste episódio da História da América Latina, com a vitória de Barack Obama. Em toda a linha. Conseguiu o resultado político que almejava e saiu com uma imagem irretocável.
Vale lembrar o que Evo Morales disse há alguns meses atrás. Obama e Bush seriam iguais nas suas relações com a América Latina. A diferença estaria nos métodos.
Na ocasião, achei exagerado.
Agora, não sei, não.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
DEBANDADA NO AFEGANISTÃO
Enquanto o general McChrystal pede mais 60 mil soldados americanos para o Afeganistão, países aliados tratam de se retirar da guerra.
O Canadá, tradicional satélite de Washington, anuncia que seu contingente não ficará depois de 2011. O governo não está nada satisfeito com o aumento das baixas nos últimos meses.
Pressionado pela opinião pública do seu país, o primeiro-ministro italiano Berlusconi, até agora um aliado fiel, declarou em setembro sua intenção de trazer seus soldados de volta logo que possível.
Por fim, as tropas australianas, 1.500 homens,um dos maiores contingentes no Afeganistão, também vai embora. As perdas cestão crescendo e o povo australiano reclama que o governo está envolvido de modo exagerado em uma guerra que não é dele mas apenas dos EUA.
‘Não quero ver soldados australianos no Afeganistão um dia a mais do que o necessário,” declarou Faulkner, o Ministro da Defesa. E já em novembro um terço das tropas do seu país estarão de volta para casa.
Apesar dos repetidos apelos por mais soldados feito aos países amigos pela Administração Obama, a guerra do Afeganistão está se tornando cada vez mais uma guerra exclusivamente americana.
O Canadá, tradicional satélite de Washington, anuncia que seu contingente não ficará depois de 2011. O governo não está nada satisfeito com o aumento das baixas nos últimos meses.
Pressionado pela opinião pública do seu país, o primeiro-ministro italiano Berlusconi, até agora um aliado fiel, declarou em setembro sua intenção de trazer seus soldados de volta logo que possível.
Por fim, as tropas australianas, 1.500 homens,um dos maiores contingentes no Afeganistão, também vai embora. As perdas cestão crescendo e o povo australiano reclama que o governo está envolvido de modo exagerado em uma guerra que não é dele mas apenas dos EUA.
‘Não quero ver soldados australianos no Afeganistão um dia a mais do que o necessário,” declarou Faulkner, o Ministro da Defesa. E já em novembro um terço das tropas do seu país estarão de volta para casa.
Apesar dos repetidos apelos por mais soldados feito aos países amigos pela Administração Obama, a guerra do Afeganistão está se tornando cada vez mais uma guerra exclusivamente americana.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
UMA GUERRA DESNECESSÁRIA
Para o presidente Obama, a operação no Afeganistão é “uma guerra necessária”. Logo após o atentado contra as torres gêmeas, ela foi declarada para destruir a ameaça representada pela Al Qaeda, protegida pelo Talibã quando era governo.
Por isso mesmo, poucas semanas depois de sua possa, Obama enviou mais 21 mil soldados para o Afeganistão. E, agora, atendendo a solicitação do general McChrystal deve elevar o contingente americano com outros 45 mil.
Sucede que, nos dias de hoje, a Al Qaeda não é mais aquela.
Os números não mentem jamais.
Segundo o próprio assessor de segurança nacional, o general James Jones, ela estaria reduzida a menos de 100 guerreiros e, assim mesmo, nem todos no Afeganistão.
O estudo de Marc Sageman, ex-membro da CIA, realizado em associação com o serviço secreto dos EUA, conclui que as relações dela com o Talibã vão mal. Sageman sustenta que uma eventual volta do Talibã ao poder não significaria necessariamente liberdade para a Al Qaeda se instalar no país. As perspectivas são opostas: há evidências de que os militantes da Al Qaeda são mal vistos. E é justamente devido ao isolamento que lhes é imposto pelos talibãs que a organização terrorista acha-se em completo declínio no Afeganistão.
Portanto, que ameaça Bin Laden e asseclas podem representar para a segurança dos EUA?
A resposta lógica conduziria evidentemente a uma volta para casa dos soldados americanos.
Por isso mesmo, poucas semanas depois de sua possa, Obama enviou mais 21 mil soldados para o Afeganistão. E, agora, atendendo a solicitação do general McChrystal deve elevar o contingente americano com outros 45 mil.
Sucede que, nos dias de hoje, a Al Qaeda não é mais aquela.
Os números não mentem jamais.
Segundo o próprio assessor de segurança nacional, o general James Jones, ela estaria reduzida a menos de 100 guerreiros e, assim mesmo, nem todos no Afeganistão.
O estudo de Marc Sageman, ex-membro da CIA, realizado em associação com o serviço secreto dos EUA, conclui que as relações dela com o Talibã vão mal. Sageman sustenta que uma eventual volta do Talibã ao poder não significaria necessariamente liberdade para a Al Qaeda se instalar no país. As perspectivas são opostas: há evidências de que os militantes da Al Qaeda são mal vistos. E é justamente devido ao isolamento que lhes é imposto pelos talibãs que a organização terrorista acha-se em completo declínio no Afeganistão.
Portanto, que ameaça Bin Laden e asseclas podem representar para a segurança dos EUA?
A resposta lógica conduziria evidentemente a uma volta para casa dos soldados americanos.
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